Pastor Tassos Lycurgo. Foto: Reprodução / YouTube.
Em participação recente no programa Pânico, da Jovem Pan, o pastor Tassos Lycurgo, líder da Igreja Defesa da Fé, sediada no Rio Grande do Norte, fez uma declaração que chamou atenção: segundo ele, a atuação das igrejas pentecostais e neopentecostais foi decisiva para conter o avanço do Islã no Brasil.
Lycurgo destacou que, nas últimas décadas, o trabalho dessas denominações em áreas periféricas do país ocupou um espaço social e espiritual que poderia ter sido preenchido por comunidades islâmicas. Para o pastor, a presença dessas igrejas nas regiões mais carentes representa uma barreira estratégica contra a expansão da fé muçulmana em território brasileiro.
“Se você for para qualquer periferia do Brasil, de norte a sul, de leste a oeste, vai ver inúmeras igrejas pentecostais e neopentecostais ocupando aqueles lugares. Senão, o Islã já teria tomado”, afirmou durante a entrevista.
O líder cristão também ressaltou que, do ponto de vista prático, o processo de conversão ao Islã é relativamente simples, o que poderia facilitar seu crescimento no Brasil caso não houvesse uma presença cristã forte nas comunidades. Ele comparou a situação brasileira a países do Oriente Médio, onde a expansão do Islã aconteceu de forma mais acentuada devido à ausência de igrejas cristãs atuantes.
Segundo dados do último censo do IBGE, a população muçulmana no Brasil representa menos de 0,1% da população total, número que se manteve estável nas últimas décadas. Para Lycurgo, esse cenário é resultado direto da presença das igrejas evangélicas, especialmente aquelas de perfil pentecostal e neopentecostal, que têm no evangelismo de rua, nas ações sociais e no contato direto com as comunidades suas principais estratégias de crescimento.
O pastor também abordou, durante sua participação no programa, temas como globalismo, mentalidade revolucionária e movimentos ideológicos que, segundo ele, influenciam a forma como a sociedade pensa e age. Ele alertou para a importância de compreender essas dinâmicas para que a igreja possa se posicionar de maneira mais estratégica no cenário cultural e espiritual do país.
Ainda segundo Lycurgo, o avanço de ideologias e religiões alternativas ao cristianismo deve ser observado com atenção. Ele defende que a igreja brasileira precisa continuar presente e ativa nas periferias, não apenas como espaço de culto, mas como centro de acolhimento, ajuda social e formação de valores.
A fala do pastor repercutiu nas redes sociais, gerando debates entre cristãos e não cristãos. Alguns usuários concordaram com a análise, afirmando que o trabalho das igrejas evangélicas de fato ocupa espaços vulneráveis que poderiam ser alvo de outras crenças. Outros, no entanto, questionaram a visão do líder religioso, argumentando que a liberdade religiosa deve permitir o crescimento de todas as tradições de fé.
Lycurgo, que também atua como conferencista e defensor de princípios cristãos em debates públicos, reforçou que seu posicionamento não é contra a liberdade religiosa, mas sim a favor de um protagonismo cristão que mantenha a influência do evangelho nas comunidades.
Confira a entrevista na íntegra.
Por Karlos Aires (com informações do Programa Pânico na Jovem Pan)